JEQUITRAP

Aline Xavier (Brasil)

RIO DE JANEIROEXPOSIÇÃO | EXBITHION


Oi Futuro FlamengoGaleria 2 – Nível 4 | Gallery 2 – Level 4

BELO HORIZONTEEXPOSIÇÃO | EXBITHION


MAP – Museu de Arte da PampulhaMezanino – 2º Piso | Mezzanine – 2º Floor

obra | work

Jequi é uma denominação indígena de armadilha para peixe, é um ambiente imersivo dedicado à exposição de artefatos etnológicos modelados em 3D.

Uma coleção de armas e armadilhas de caça e pesca de diferentes etnias indígenas, selecionadas de acervos museográficos brasileiros, é submetida a digitalização e representada na instalação em mídias distintas – vídeo, áudio e escultura; objetivando a apropriação, disseminação e preservação e de patrimônio cultural através do uso criativo de tecnologias.

Para tornar os artefatos acessíveis, escolhe-se um processo de digitalização que permite a reconstrução das armas em modelos digitais tridimensionais – o escaneamento a laser. Mantendo-se distanciamento dos artefatos, sem necessidade de toque, obtém-se os parâmetros das suas principais características – escala, forma, textura. Este processo, comum em práticas de engenharia reversa, permite a análise em detalhe dos componentes e funcionamento de um objeto. Se a engenharia reversa tem sua origem na análise de hardwares para uso militar, em Jequi subverte-se esta aplicação, uma vez que os dados resultantes da análise das armas e armadilhas indígenas são aplicados para sua própria preservação.

Artista: Aline Xavier
Desenho de som e mixagem: André Xina
Modelagem  3D: Riley Thompson
Produção: 88 art cinema
Apoio institucional: Museu do Índio, Memorial dos Povos Indígenas, Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

Jequi is an indigenous denomination for fish trap, it is an immersive environment dedicated to the exhibition of ethnological artifacts modeled in 3D. A collection of weapons, hunting and fishing traps from different ethnic groups, selected from Brazilian museographic collections, is digitalized and represented in the installation in different media – video, audio and sculpture; aiming at the appropriation, dissemination and preservation of cultural heritage through the creative use of technologies. In order to make artifacts accessible, a digitizing process is chosen once it allows the reconstruction of weapons in three-dimensional digital models – laser scanning. Keeping distance from the artifacts, and no need of touching, the parameters of its main characteristics – scale, shape, texture – can be obtained. This process, common in reverse engineering practices, allows a detailed analysis of the components and functioning of an object. If reverse engineering has its origin in the analysis of hardware for military use, this application is subverted in Jequi, since the data resulting from the analysis of the indigenous weapons and traps are applied for their own preservation.

bio

Aline Xavier, é especialista em Arte Contemporânea: Curadoria e Crítica (PUC/INHOTIM, 2010) e bacharel em Comunicação Social com formação complementar em Cinema (UFMG, 2006).

A maioria de seus projetos parte de situações reais e de práticas sociais em vias de extinção, documentando traços culturais para criar situações absurdas e oníricas, em trabalhos que se relacionam com a memória, com o místico e o tecnológico. Até o momento criou videos, fotogra as e instalações, sozinha ou em processos colaborativos com outros realizadores.

Aline Xavier is specialized in Contemporary Art: Curatorship and Criticism (PUC / INHOTIM, 2010) and holds a bachelor’s degree in Social Communication with complementary training in Cinema (UFMG, 2006).Most of her projects are based on real situations and not enduring social practices, documenting cultural traits to create absurd and dreamlike situations in works that relate to memory, the mystic and the technological. So far she has created videos, photographs and installations, alone or in collaborative processes with other filmmakers.